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PORTUGUESE:

Na Planície Vermelha

Infelizes rastejam na planície vermelha exauridos, famintos, desvalidos...

Urubus sobrevoam animais moribundos e crocitam suas presas em círculos negros.

Palavras em desordem, num desvario sonoro, sobriedades instáveis, impenetráveis...

E as faces embrutecem no flagelo do sol, peregrinar à nenhum lugar.

Há escassa esperança quando o céu acinza, mal a sede é saciada em estâncias desoladas, não há quase vida alguma, só há restos do que lá fora não sobrou, um jardim de plantas mortas, horizonte ofuscado pelo infortúnio do acaso.

Resiliência no infértil da errância.
Recrudescência no amargo da esperança.

ENGLISH:

On the red plain

On the red plain the miserable and unfortunate ones crawl, exhausted, starving and disheartened.

The vultures fly over dying creatures in black circles cawing at them.

Words are mixed-up in a noisy hellish delusion, unstable and impenetrable sobrieties.

Expressions and faces become hardened and rough upon the sun’s scourge, pilgrimage to nowhere.

Hope’s scarce when the skies turns grey, thirst is barely quenched at some abandoned ranches which are almost lifeless with leftovers of what wasn't left outside. A garden of dead plants. Horizon eclipsed by the misfortune of chance.
Resilience in infertile wandering.
Recrudescence in the bitterness of hope.

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